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Pagamentos Online

Hoje em dia sentimos cada vez mais a necessidade de fazer compras online, não só pela maior oferta de lojas na internet, mas também pela rapidez, comodidade e simplicidade envolvida no processo, pois através de um simples clique podemos fazer uma compra em qualquer parte do mundo e esperar a sua entrega em nossas casas.

Por força do crescimento das compras na internet, surgem também cada vez mais meios de pagamento online.

Se inicialmente estes meios de pagamento foram encarados com alguma desconfiança em relação à proteção dos dados dos consumidores, hoje em dia, sistemas como por exemplo a Paypal e o MBNet, são considerados extremamente seguros. São até considerados por muitos como sendo sistemas mais seguros do que a própria utilização normal dos cartões de débito/crédito. Estes sistemas de pagamento funcionam através de cartões virtuais associados à conta do consumidor, evitando assim fornecer os dados reais do seu cartão nas compras online.

Brevemente a Google irá também lançar um sistema de pagamento online, a Google Wallet. A Google Wallet tem a particularidade de ser possível enviar dinheiro "anexado" a um normal e-mail enviado via Gmail. Outra característica anunciada é a possibilidade de poder funcionar como meio de pagamento presencial feito em loja utilizando um cartão wireless, bastando para isso encostá-lo ao terminal de pagamento (que aceite esta tecnologia) de uma loja e autorizar o pagamento. Este é um sistema ainda numa fase de testes e restrito aos Estados Unidos, mais informações podem ser consultadas no site http://www.google.com/wallet/.

Identidade Digital

Com o início da chamada web 2.0 há alguns anos atrás, ações como comprar, comentar ou partilhar conteúdo online tornaram-se banais ao contrário do que era até então. Contudo o facto de ser necessário criar um registo de utilizador, escolher um nome de utilizador e password para cada site que se pretendesse usar de forma regular, prejudicava a experiência de utilização já que era difícil para o utilizador memorizar um sem fim de passwords e usernames (sempre dependentes dos que já se encontravam atribuídos para determinado site). Começava portanto a tornar-se difícil para o utilizador assimilar uma identidade "digital" que pudesse utilizar em mais do que um site.

Na vida real, o conceito de Identidade pode ser descrito como a conceção que um indivíduo possui de si próprio, como entidade única e singular para determinado contexto. Foi pelo facto de, à semelhança da vida real, haverem múltiplos contextos também na "vida digital" que foi perentório na comunidade encontrar uma maneira fácil, rápida e segura de o utilizador se autenticar em diferentes sites, através de um sistema de gestão de identidades. Assim se estabeleceu o protocolo OpenId.

A base do protocolo OpenId consiste em remeter o registo/autenticação em determinado site para um "provedor de identidade", que mais não é do que uma plataforma em que o utilizador já se encontra registado (por exemplo Gmail, Hotmail ou Facebook). O utilizador pode assim registar-se numa quantidade infindável de sites sem ter que criar um registo de raiz.

Muitas pessoas utilizam a mesma password para se registarem em diferentes sites, o que aumenta o risco de um hacker que consiga saber a password do utilizador através de um site com fragilidades, facilmente aceder às contas do mesmo em outros serviços. Já no extremo oposto, ao utilizar o OpenId como forma de se autenticar, a password da pessoa em questão nunca é transmitida ao site que requer a ação nem a qualquer outro site, uma vez que o protocolo é descentralizado, isto é, não é controlado por nenhum site em específico e portanto os dados do utilizador apenas ficam guardados na plataforma na qual se registou inicialmente (provedor de identificação).

Ao usar sites que permitem autenticação por meio do OpenId, os utilizadores apenas necessitam de estar previamente registados num serviço que seja provedor de identidade (como já referi por exemplo o Facebook ou Gmail), onde poderão ser eles próprios a gerir as características das identidades digitais com que se querem dar a conhecer na Internet.

Apesar de já ser utilizado há alguns anos, muitos utilizadores ainda mostram alguma relutância em utilizar por exemplo a sua conta de Facebook para se registarem em determinado site, com receio de lhe serem roubados dados pessoais, o que é compreensível, embora esse risco não exista, ou então devido a más experiências que tiveram no passado (publicação automática de conteúdos sem consentimento do utilizador poderá ser uma delas).

Também só agora se nota por parte de empresas de web design uma aposta mais forte neste tipo de registo nos sites que constroem, sobretudo as empresas com menos recursos. Serviços de maior dimensão como os da Sapo já há alguns anos que possibilitam até a autenticação através do cartão do cidadão (para tal é necessário ter instalado um leitor de cartões no computador).

Embora o uso de OpenId esteja disseminado, o consenso não é geral em torno do protocolo, existindo muitas empresas que optam pela construção de sites com o registo normal (de raiz). Obviamente que em certos casos tal poderá fazer mais sentido, (tais como bancos ou sites de compras que requerem uma informação mais detalhada acerca do utilizador).

No entanto para sites que dispensem transações o OpenId é bastante recomendável já que o seu uso evita a criação de sistemas de registo complexos, que por sua vez reduz os custos de construção e manutenção do site bem como a sua pegada ecológica.

Google Maps Personalizado

Google Maps com estilosGoogle Maps sem estilosOne Small Step no mapa

No desenvolvimento de um site institucional, o cliente geralmente necessita de uma área de contactos com um formulário e um mapa de localização da sua empresa. Na criação de uma aplicação web onde nos é pedido, por exemplo, que seja possível visualizar rotas de voos e a suas ligações, é natural que o cliente necessite de uma carta geográfica. Uma das formas de implementar um mapa é utilizar o serviço "Google Maps", fornecido pela Google.

Atualmente este serviço permite aos utilizadores: obter direções (transporte público, carro, bicicleta ou a pé); criar e partilhar os seus mapas personalizados; pesquisar locais (endereços, cidades, empresas); escolher o modo de navegação (vista de mapa, satélite ou Google Earth); navegar por imagens ao nível da rua (Street View); obter sugestões baseadas nas suas pesquisas anteriores, entre outras funcionalidades.
Esta ferramenta permite o acesso a diferentes locais do mundo, com várias e crescentes funcionalidades que são apresentadas todos os anos, com uma comunidade de developers considerável e com um grau de detalhe que para um serviço gratuito, é de felicitar.
O ano passado a Google disponibilizou um jogo onde apresentava, de forma divertida, algumas das funcionalidades deste serviço - ver aqui.

Já este ano a Google apresentou as novidades que vão estar presentes no "novo" Google Maps, entre elas destaca-se a maior interatividade entre o utilizador e o mapa, isto é, o mapa adapta-se às suas preferências incluindo os seus hábitos na rede social Google Plus. Quando um utilizador visitar uma nova cidade, o Google Maps irá recomendar locais baseados nas suas preferências ou na das pessoas com gostos semelhantes. Além disso o Google Earth vai passar a estar integrado com o Google Maps, permitindo ao utilizador a visualização de diversas cidades em três dimensões, sem ter de fazer o download da aplicação - ver vídeo de apresentação.

Apesar do Google Maps ser um serviço bastante familiar à maioria dos utilizadores, que reconhecem e imediatamente interagem com o mesmo, também é verdade que estes mapas podem tornar-se um pouco monótonos em relação à sua aparência. A sua inevitável consistência pode prejudicar graficamente os objetivos propostos ao nível de design.
O que alguns utilizadores desconhecem é que em 2010 a Google lançou na API v3 do Google Maps os chamados "Styled Maps", que permitem a personalização de algumas características dos mapas, bem como dos seus marcadores, controlos e esquema de cores apresentadas.
Através da disponibilização da API (Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicativos) do Google Maps, isto é, através de um conjunto de padrões de programação estabelecidos com o objetivo de dar suporte à criação de aplicações para este serviço, developers e web developers podem integrar completamente o Google Maps nas suas aplicações web, com interfaces e funcionalidades customizadas.

A personalização do estilo do Google Maps permite destacar qualquer empresa, pois esta pode ajustar o mapa à sua imagem de marca, mostrando ao utilizador apenas os dados que lhe interessam.
Para obter informações sobre como definir e aplicar um estilo de mapa veja a documentação do Google Maps API v3. Nesta documentação pode ainda ficar com uma visão geral dos controlos do mapa; das overlays (objetos no mapa ligados a coordenadas de latitude/longitude, exemplo: marcadores); dos layers (coleção de objetos adicionados ao mapa para designar uma associação comum, exemplo: rede de transportes públicos da sua cidade no mapa) e dos tipos de mapas. Em alternativa poderá também usar o "Styled Maps Wizard" para experimentar diferentes estilos e gerar as definições de mapa.

Além de ser um dos serviços de visualização de mapas mais usados pelos utilizadores, o Google Maps é também usado na procura de localização de empresas e/ou serviços, por essa razão é que ter a sua empresa registada no Google Maps pode vir a gerar mais tráfego ao seu site. Por exemplo, na imagem 03 pode verificar que a One Small Step aparece no mapa. Este serviço apesar de gratuito, é rápido, responsive, possui boas renderizações e dispõe de diversas funcionalidades.

Aqui ficam alguns exemplos...
50 Problems in 50 Days - designer Peter Smart usou o Google Maps para documentar a sua viagem e o seu trabalho.
Coffee Surfers Tour - site promocional no qual o fotógrafo Gabriele Galimberti partilha as suas experiências e fotos enquanto viaja pelo mundo e encontra amantes de café.
London Typographica - mostra fotografias que apresentam elementos tipográficos presentes em Londres e que são enviadas pelos utilizadores através da aplicação para iphone e publicação no mapa do Google
Mapping Wikipedia - projeto da TraceMedia e do Instituto de Internet de Oxford onde é permitido visualizar a geografia de todos os artigos da Wikipédia num diferente número de línguas.
The Angelo State University Campus Map - exemplo de um mapa que utiliza overlays de imagens com a API do Google Maps.
Oscar Site - no final da página é possível encontrar um mapa do Google que permite visualizar os locais relacionados com os filmes nomeados.
Climate Commons - aplicação baseada no Google Maps que fornece notícias e informações sobre a mudança climática nos EUA.
Vários Estilos

Informações adicionais
01 - Google Maps com estilos
02 - Google Maps sem estilos
03 - Localização da One Small Step no mapa