Opinião. 2 Mar 2011

World W. Web (1991-????)

De maneira a enaltecer as minhas faculdades de ser humano, é usual para mim sensibilizar-me com muitos dos casos de morte pré-anunciados que circulam nos meios de comunicação social.
Ainda para mais quando o enfermo está directamente relacionado com a minha área de trabalho e partilhamos idades muito próximas.

Para ser mais objectivo, nunca me ocorreu que a World Wide Web tal como hoje a conhecemos ("http://...") corresse o risco de desaparecer (pelo menos a curto prazo), até porque actualmente ela está em constante transformação e evolução, além do mais sabe-se que ainda falta integrar em pleno tecnologias como o HTML5 ou o css3, e na volta desencadear-se-à uma "Web 3.0".

Mas voltando à parte que me sensibiliza, apercebi-me dessa tal hipótese de declínio da Web ao ler na Super Interessante de Novembro 2010 um artigo que aludia para um possível decréscimo gradual do uso da mesma em prol de múltiplas aplicações (para dispositivos móveis na sua maioria) também elas alicerçadas na internet. Por sua vez o artigo utilizava como referência uma entrevista de Chris Anderson (escritor/jornalista norte-americano) à revista Wired.

Reflectindo sobre o assunto cedo se percebe que através dessas aplicações as pessoas conseguem obter grande parte da informação desejada que outrora obteriam na web de forma fácil e até usufruem de tecnologias de obtenção de informação quase exclusivas, como é o exemplo da realidade aumentada. O utilizador fica ainda mais satisfeito por serem dispositivos com sistemas que correm com uma eficácia acima da média pois não são projectados para um uso universal como é o caso da Web.

Mas será que essas são razões suficientes para podermos dizer que a Web se irá tornar obsoleta dentro de pouco tempo? Na minha opinião, não. Pelo menos estas razões ainda não são suficientes.
Sobretudo quando o nível de restrições é muito elevado nesse tipo de aplicações e o facto de haver vários modelos de dispositivos aumenta consideravelmente os custos de implementação para empresas que decidam investir neste campo , contrastando com o universo "open-free" e standard da web no qual elas preferem explorar novos conceitos.
Além do mais a Web na sua maioria é grátis para o utilizador comum não tendo que pagar por aplicações para obter informação.

"O fim da Web" , Super Interessante (Novembro 2010)

Tony Oliveira