Que marcas deixou o web design em 2016

Opinião. 5 Jan 2017

Que marcas deixou o web design em 2016

O ano que agora começa promete algumas novidades interessantes no que toca a web design, tanto pelo crescente suporte para o formato SVG como pela aceitação quase generalizada do CSS4.

O ano de 2016 pautou-se pelo uso frequente de imagens ou vídeos full screen nas páginas de entrada dos sites e lojas online das mais diversas áreas. Das agências de viagens às lojas de vestuário passando pelas marcas de equipamentos de entretenimento são cada vez mais os sites a adotar esta abordagem. Aparentemente deverá manter-se ao longo de 2017 por responder às necessidades atuais das marcas de se afirmarem visualmente, quer pelo uso de imagens de grandes dimensões e elevada resolução, quer pela utilização de vídeos institucionais ou promocionais com forte impacto visual! (EX: joaoribeirotelles.com)

Esta prevalência de intros full screen leva a um fácil reconhecimento da marca e prepara o utilizador para uma navegação mais fluída, geralmente com longos scrolls numa única página com efeitos de paralaxe para enriquecer a experiência (EX: orbisdiscover.pt). Esta tendência levou a uma certa modificação das interfaces (UI) dos sites, que por vezes nem sequer disponibilizam elementos de navegação, assentando apenas no poder da imagem ou então condensando-os num único elemento gráfico de acesso ao menu.

A transição para interfaces cada vez mais minimalistas deveu-se em parte à necessidade de favorecer o acesso nos dispositivos móveis. A utilização do símbolo de menu com os 3 ou 4 tracinhos (hamburger) tornou-se quase imprescindível e embora muitos pensassem que rapidamente desapareceria, a verdade é que parece ter vindo para ficar. Quase como uma evolução natural das intro full screen surgiram também as páginas divididas em duas ou mais imagens a ocupar a totalidade do ecrã substituindo por vezes a necessidade do menu. (EX: touradas.pt)

Apenas alguns sites combinam todos estes elementos, mas em maior ou menor medida quase todos incorporam um ou outro elemento de navegação com animações ou interações que discretamente melhoram a experiência do utilizador (UX). São pequenos efeitos quando se passa por cima de um texto/botão, são os efeitos de paralaxe nas imagens de background... As animações estão longe de ser algo novo, mas a sua integração é feita agora de forma mais útil e menos no sentido de exibir essa capacidade.

Resumindo, em 2016 o web design focou-se menos no conteúdo e mais em disponibilizar a informação de uma forma gráfica e eficiente, os gradientes e as fontes grandes estão de volta e as animações e vídeos vieram enriquecer a navegação, o que se traduz em valor percebido para as marcas. Em 2017 o formato SVG promete alargar ainda mais estas capacidades e modificar a forma como conhecemos a web, fique atento!

Jorge Mendes