Opinião.21 Dez 2009

Recém-licenciados... Uma boa aposta?

Quando uma empresa quer contratar um novo colaborador a dúvida instala-se... Será melhor contratar um recém-licenciado inexperiente e com (quase) toda a curva de aprendizagem à sua frente ou alguém experiente que assegure um retorno mais imediato? À primeira vista a resposta parece óbvia... Porquê correr riscos? Um colaborador com experiência é sem dúvida a melhor opção. Será?

Um recém-licenciado apresenta algumas características difíceis de encontrar em alguém mais velho e que podem compensar a sua falta de experiência. Para começar um recém-licenciado não tem maus hábitos nem vícios profissionais e pode ser mais facilmente moldado à cultura da empresa; um recém-licenciado tem a cabeça cheia de novas ideias, novos conhecimentos, novos métodos de trabalho que podem contribuir e muito para o sucesso da empresa; para um recém-licenciado as novas tecnologias não são nem um mistério nem uma ameaça... são o seu dia-a-dia e um recém-licenciado pode ser o motor da modernização da empresa. E como se não bastasse um recém-licenciado traz para o seu local de trabalho um entusiasmo e uma vontade de vencer que são muitas vezes contagiantes e que dão uma nova alma à equipa de colaboradores.

Será que tudo isto é suficiente para compensar a inexperiência, a imaturidade profissional e a constante necessidade de orientação? Não há resposta certa a esta questão. Mas eu acho que é. Provavelmente ainda estou influenciado pelo sentimento de frustração que me invadia, primeiro enquanto recém-licenciado e mais tarde enquanto sócio da recém-criada One Small Step, quando me via serem negadas oportunidades por falta de experiência. Eu acho os recém-licenciados uma boa aposta. Acho que são a melhor aposta para uma empresa que se queira moderna e inovadora. E nas áreas de actuação da One Small Step modernidade e inovação significam sucesso!

Fernando Pina