Opinião. 5 Nov 2015

Que nome dou ao meu site?

Utilizar o nome da marca no domínio do site é a abordagem mais usual, porque os utilizadores quando pensam num site projetam a imagem da marca e como tal se o URL tiver a mesma designação seguida do sufixo do país saberão automaticamente que endereço têm de colocar no browser. Por exemplo, quando as pessoas pensam na One Small Step não têm de especular sobre o endereço do nosso site.

Vamos supor que a sua marca se chama XPTO mas que esse domínio já está registado e optam pelo endereço aminhamarca.pt. O que acontece quando os consumidores se lembram que a XPTO tem um produto que eles querem e acedem ao endereço xpto.pt? São encaminhados para um site que não é o da marca e em algumas situações até poderá ser o da concorrência perdendo um potencial cliente.

Mas se não conseguem registar o domínio que gostavam como devem proceder? Se já têm uma marca implantada no mercado pela qual são conhecidos poderão não estar dispostos a abandonar o nome só porque não conseguiram o URL com a mesma designação. Afinal de contas conseguir esse estatuto custou certamente muito tempo e dinheiro! Nesse caso poderão tentar adquirir o domínio ao proprietário atual. Recorrendo a um serviço de Whois é possível identificar o proprietário de qualquer domínio e contactá-lo. Devem no entanto estar preparados para pagar um valor superior ao que normalmente se cobra por um endereço com o mesmo sufixo.

Por outro lado, se o negócio está a começar, podem registar primeiro o domínio e atribuir à marca o mesmo nome.

Há quem defenda que o domínio deve ser algo genérico como por exemplo bicicletas.pt no caso de vender uma marca de bicicletas. Mas na realidade se estiver à procura de uma bicicleta o mais comum é já ter em mente algumas marcas como cannondale.com, trek.com, specialized.com, etc... Por isso achamos que é conveniente o domínio corresponder à designação da marca. O mesmo nome que utilizam para promover os produtos e que será o que os consumidores fixam e colocam em primeiro lugar no browser se quiserem encontrar esses mesmo produtos. Porque também será o mais fácil de memorizar!

E quanto à dimensão do domínio, devemos abreviá-lo caso seja muito extenso correndo o risco de obter um domínio sem qualquer significado aparente, ou em alternativa devemos aproveitar os 67 carateres disponíveis? Há quem seja apologista dos nomes mais curtos porque defende que são fáceis de memorizar, no entanto há também quem defenda precisamente o oposto, de que a designação por extenso por traduzir com maior rigor o nome da marca continua a ser a mais fácil de memorizar? Eu diria que como sempre impera o bom senso e não devemos abreviar um nome com 7 termos para ossdsdc.pt criando algo sem significado, nem explorar até ao limite os 67 carateres optando por onesmallstepdesenvolvimentodesoftwareedesigndecomunicacao.pt. Existe sempre a dificuldade acrescida dos nomes mais curtos, com algum significado, já estarem ocupados.

Alguns especialistas de SEO sugerem ainda que se utilizem as keywords mais relevantes para a área de negócio como webdesign.pt para a One Small Step, porque favorece a marca nas pesquisas.

E devemos utilizar hífens para separar expressões? Por um lado os utilizadores têm tendência em esquecê-los ao escrever os endereços. São também mais difíceis de verbalizar e passar o endereço a alguém. Experimentem soletrar one-small-step.pt! A contrapartida é que desta forma podemos conseguir o nome que tanto queríamos, além de que os browsers conseguem identificar as expressões entre hífens beneficiando o SEO do site.

Muitas vezes quando não conseguimos registar a designação que gostávamos os Registar sugerem colocar prefixos como apadaria.pt ou então utilizar o plural padarias.pt. Mas devemos seguir esta estratégia? A fazê-lo é imprescindível que daí em diante comuniquemos a marca dessa forma, A Padaria ou Padarias, em todos os suportes.

E que sufixo devemos adotar? Somos muitas vezes questionados pelos nossos clientes nesse sentido, utilizo o .pt ou .com? A resposta nem sempre é linear porque depende também da área de negócio. O nosso conselho vai no sentido de adotarem um .pt caso se trate de um negócio local, como serviços com entrega ao domicílio por exemplo, porque os consumidores percebem que estão a tratar com uma marca portuguesa e nestes casos é o que procuram.

Se o site beneficiar de uma audiência internacional existem diversas abordagens. Por um lado é preferível respeitar o domínio, mesmo que o sufixo seja .net ou .org, a optar por um domínio sem qualquer significado só para obter o .pt ou o .com. Por outro lado um .pt pode sugerir que nos restringimos apenas a Portugal o que a longo prazo poderá não ser verdade. Alguns preferem simplesmente o .com porque os browsers procuram primeiro este sufixo se colocarmos apenas a marca na pesquisa. Os utilizadores por defeito também assumem maioritariamente este sufixo.

À semelhança dos prefixos e designações no plural, caso o sufixo não seja .com devemos referir sempre na comunicação da marca o endereço completo onesmallstep.pt para evitar que tanto os utilizadores como motores de pesquisa assumam o .com.

Jorge Mendes