Opinião.19 Abr 2012

Processo Criativo

Como é que geramos ideias criativas? Qual será a nossa capacidade para encontrar soluções inovadoras ou abordar questões complexas de forma a encontrar resultados alternativos?
A criatividade pode ser definida como uma grande função da mente humana que se apresenta de inúmeras formas, que é fácil de identificar mas que é impossível de medir.

Todos os dias, em diferentes contextos, milhões de pessoas revelam o seu potencial criativo, processam informações e resolvem problemas. São muitas as situações em que de repente pensamos "fez-se luz!" mas será só isso? Um momento visionário que espontaneamente se apodera dos nossos pensamentos ou será mais um processo definido?!
A resposta não é linear, tal como não é todo o conceito de criatividade. Há quem defenda que esta capacidade é inata, isto é, está ligada a fatores naturais e genéticos. Pessoalmente vejo a criatividade como um "músculo" que está sempre lá, desde a infância, e que pode ser desenvolvido. Acredito que o desenvolvimento desta capacidade está diretamente relacionado com a experiência, motivação, necessidade e personalidade de cada um.

É claro que existem pessoas mais criativas que outras, se é que é correto quantificar, mas será que existe alguém sem qualquer tipo de pensamento criativo quando este potencial faz parte da nossa natureza?! Não creio. É algo que faz parte das nossas faculdades e que podemos praticar e incentivar quando mais precisamos.
De uma forma geral o processo criativo possui várias etapas. A perceção do problema ou desafio; a teorização do mesmo; o estudo e consideração de soluções e a sua produção prática e respetiva validação. Este metódico modo de pensar pode desiludir muitos, pelo menos os que acreditam em dons criativos, mas para outros esta ordem faz todo o sentido.

Apesar de existirem pessoas com diferentes capacidades de inteligência e imaginação, sendo por isso consideradas mais ou menos criativas, existe sempre a necessidade de ampliarmos o nosso potencial. Algumas técnicas sugerem novas formas de diálogo com colegas e amigos de outras formações e experiências, privilegiando também a interação coletiva e o feedback. Outras fomentam a distância artística e a autocrítica, apesar de nem sempre ser simples dissociarmo-nos do nosso próprio desafio. No final o mais importante é exercitarmos continuamente a nossa parte pensante, seja porque precisamos de desenvolver a imagem corporativa de uma empresa ou porque acabámos de queimar o jantar e os convidados estão à porta.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Catarina Acúrcio