Opinião. 3 Ago 2010

O público feminino na internet!

Primeiro emancipou-se política e socialmente, depois afirmou-se no mundo quer a nível profissional, quer a nível financeiro e nos últimos anos o público feminino tem vindo a marcar a sua posição na internet e no modo como utiliza a mesma.
Cada vez mais as mulheres usam a internet não só para obterem e divulgarem informação e opiniões mas também para adquirirem produtos.

Segundo um estudo da comScore realizado a nível mundial, as mulheres gastam mais 20% do tempo em sites de compras do que os homens dominando assim as compras online.
As mulheres passam em média 25 horas por mês na internet e já ultrapassaram o sexo masculino no que diz respeito ao tempo passado nas redes sociais. Despendem mais de 5 horas por mês nestes websites contra cerca de 4 horas despendidas pelo público masculino.
Segundo este mesmo estudo da comScore no passado mês de Maio 75,8% das mulheres acederam às redes sociais contra 69,7% dos homens.

Esta realidade traz às marcas com um target maioritariamente, ou exclusivamente, feminino novos desafios e oportunidades. Estas marcas necessitam de marcar a sua presença na internet através de websites, páginas nas redes sociais, passatempos online, parcerias com blogs femininos, publicidade em portais direccionados para o target feminino.

Algumas marcas já despertaram para esta realidade e outras começam agora a confrontarem-se com este fenómeno e por esta razão assiste-se a um crescimento do número de lojas online de vestuário, calçado, acessórios de moda. Assiste-se também a um aumento da criação de blogs femininos e à proliferação de páginas de facebook que promovem passatempos para este target.

Marcas como La Redoute, Yves Rocher, entre outras, que até há poucos anos vendiam exclusivamente por catálogo abriram as portas à internet e aproveitaram as potencialidades e oportunidades que um site e-commerce lhes podia oferecer, chegando assim a mais mulheres e tendo uma nova e forte fonte de rendimento que se suspeita a curto/médio prazo passe a ser a principal.

As marcas não devem esquecer que a mulher é uma forte consumidora mas muitas vezes é também uma grande influenciadora nas compras feitas pelo público masculino.
A mulher está a mudar as estratégias de marketing e comunicação das empresas e aquelas que ignorarem estas mudanças irão perder uma quota importante do mercado.

Vera Libânio