Opinião.20 Dez 2010

Marketing Natalício

Muitas são as vezes em que ouvimos dizer que o Natal é apenas uma época de consumismo e de incentivo ao comércio desviando-se daquilo que deveria ser na realidade, uma época de amor, partilha e solidariedade.

Em todo lado existem luzes a brilhar, músicas a tocar e promoções a acontecer. Todo o comércio parece preparar-se durante o ano inteiro para esta época na qual até o horário de funcionamento é alargado.
Os consumidores são "bombardeados" com sms's e emails que, com a desculpa de desejarem Boas Festas, aproveitam para anunciar um desconto único para um Cliente especial.
As montras decoradas ao pormenor oferecem cupões e promoções.
A televisão e as revistas "ajudam" nas escolhas dos consumidores passando anúncios de brinquedos fantásticos, perfumes mais cheirosos e bombons deliciosos.
O ambiente é todo ele de festa e como que num fenómeno inexplicável toda a gente entra numa azáfama total entre a compra dos presentes, dos doces e do bacalhau.

Se por um lado é verdade que nesta época somos atingidos por um comportamento de consumo excessivo, desculpando o mesmo com o facto de estarmos imbuídos pelo espírito natalício. Por outro lado não é menos verdade que esta é também a época do ano em que se realizam mais campanhas de solidariedade e que se atingem os mais elevados níveis de sucesso.

Parece que estamos mais disponíveis para comprar mas também para ajudar o próximo e contribuirmos com o que podemos para que pessoas mais carenciadas possam ter um Natal melhor.
O Comércio alia-se a instituições de solidariedade, as figuras mais mediáticas da sociedade dão a cara pelas campanhas e junto com os media são realizados grandes eventos, tudo com o objectivo de angariar fundos para as instituições.

Não só o marketing infantil, o marketing digital ou o marketing directo estão presentes na época Natalícia como também o marketing social mostra a sua importância, devolvendo ao Natal o amor, paz, entreajuda e partilha que o caracteriza.

Vera Libânio