Opinião.31 Mai 2011

Legislativas nas Redes Sociais!

Barack Obama foi o impulsionador do uso das redes sociais como suporte de campanha eleitoral e parte da sua vitória como Presidente dos EUA foi atribuída a esta forma inovadora de "falar" com o "povo". Por conseguinte um pouco por todo o mundo os políticos renderam-se ao twitter, facebook, youtube e tantas outras redes sociais.

Portugal não é excepção e prova disso é que grande parte dos partidos candidatos às legislativas de 2011 estão a usar as redes sociais como mais um meio de comunicar com os eleitores.
As redes sociais apresentam-se como um meio moderno, simples, directo e sem censuras para fazer campanha.
Aqui os meios de comunicação tradicionais, como rádio, televisão ou jornais não podem manipular a informação transmitida. Aliás os candidatos, ao usarem as redes sociais, não só estão a comunicar ao povo português as suas ideias mas também o estão a comunicar aos meios de comunicação tradicionais uma vez que, para estes, estas são já uma fonte de informação primordial.

A ideia de que as redes sociais são um meio mais barato pode, em alguns casos, ser errónea uma vez que não basta estar, é preciso saber estar.
Os candidatos a primeiro-ministro têm de ter em atenção que como canal directo de interacção com os eleitores este meio de comunicação, quando mal usado, pode significar uma derrota absoluta.
Para que não existam percalços é bom que recorram a equipas especializadas neste meio, que os ajudem a criar e gerir os seus perfis de forma clara, simples e profissional.

Por outro lado, na realidade, este pode ser um meio de comunicação mais barato basta que os partidos assumam, por sua conta e risco, a gestão das suas presenças. Este facto permite ao partidos mais pequenos colocarem-se ao nível dos maiores, ou pelo menos tão acessíveis como estes.
À excepção dos poucos minutos que lhes são dados pelos canais televisivos no tempo de antena (obrigatório), pouco ou nada se ouve sobre os partidos minoritários. Apenas partidos com maior expressão têm espaço nos meios tradicionais.
Essa realidade mudou com as redes sociais e parece que neste meio são os partidos mais pequenos que mais arriscam e inovam.

Para juntar a todas estas vantagens temos ainda os estudos que mostram que o número de internautas não pára de crescer e que o uso das redes sociais é cada vez mais uma das principais "tarefas" destes quando estão a "navegar".

As redes sociais são um fenómeno do século XXI e não escapam nem aos nossos mais tradicionais políticos.

Vera Libânio