Opinião.20 Fev 2015

HTTP/2 Finalizado

Http (Hyper Text Transfer Protocol), o protocolo que todos utilizamos diariamente para aceder a conteúdos web, irá sofrer a atualização há muito esperada. A versão 1.1 foi implementada em 1999 e não sofreu grandes alterações até aos dias de hoje. Esta segunda versão do protocolo irá agora passar por alguns passos editoriais antes de ser publicada como o novo standard a ser utilizado pelos serviços web.

O novo standard vai trazer variados benefícios, tanto para o utilizador como para os developers. As páginas serão mais rápidas a carregar e as conexões ao servidor irão durar mais tempo. A nova versão irá utilizar menos recursos ao requerer menos pedidos que a versão anterior e permitirá várias ligações em simultâneo.

No HTTP/1.1 a maioria das ligações são usadas para executar o pedido de apenas um objeto, o que leva os clientes web a carregar os objetos em paralelo, estabelecendo várias ligações com o servidor. Este método tem a desvantagem de consumir recursos da rede adicionais e aumentar o tempo de espera entre transferências de dados.

Já no HTTP/2, a mesma conexão TCP a um servidor pode servir como meio de estabelecer fluxos de transferência bidirecionais independentes. É recomendado que um servidor seja capaz de estabelecer no mínimo 100 fluxos por cada conexão.

O HTTP/2 é baseado no protocolo SPDY da Google que já é utilizado para melhorar tempos de transferência e segurança (no acesso a sites que suportem esta tecnologia). A maior diferença entre os dois é que enquanto o protocolo da Google requer o acesso seguro TLS para garantir a privacidade e segurança dos utilizadores, o HTTP/2 não possui este requisito. Porém, a Google e a Mozilla já anunciaram que os seus browsers só vão garantir a integração do HTTP/2 se esta for feita através da encriptação TLS, de modo a garantir a segurança das comunicações.

A implementação não irá tardar, estando previsto que a versão 40 do Google Chrome, a versão 37 do Firefox e o novo browser Project Spartan da Microsoft darão suporte ao HTTP/2.

Bruno Gouveia