Tecnologias Wearable

Opinião.31 Out 2014

Futuro da Web nas tecnologias Wearable

Prevê-se que em 2025 estaremos completamente imersos na Internet of Things, o que significa que vamos aceder à internet a partir das mais variadas plataformas, além dos computadores e dispositivos mobile. Mas não é preciso esperar tanto tempo para começarmos a ter em atenção as novas formas de navegar na Internet. Com o advento dos smartwatches, smartglasses, fitness bands, etc., cada vez existem mais maneiras de aceder a conteúdos web.

É necessário começar a pensar nas formas como temos de nos adaptar a novos paradigmas de navegação. Com o aparecimento dos smartphones foi necessário adaptar os sites para ecrãs mais pequenos e tecnologias touch, mas mesmo assim a percentagem de sites otimizados para mobile na web ainda é muito reduzida. Agora surgem tecnologias que vão fomentar ainda mais a procura por soluções que consigam alcançar o máximo de dispositivos possíveis. Se um utilizador não conseguir aceder corretamente a um conteúdo num determinado site ou aplicação, no seu dispositivo, vai procurar uma alternativa que esteja preparada para lhe disponibilizar a informação.

Além disto, outro requisito que é cada vez mais importante é a rapidez do acesso à informação. Quem usa tecnologias wearable quer aceder a conteúdos instantaneamente, sem distrações ou informação irrelevante para o que procura. Isto significa que ao desenvolver um site/aplicação uma das perguntas mais importantes a fazer é "O que procuram os utilizadores?". Depois de responder a esta pergunta é importante manter o caminho para essa informação livre de falhas e obstáculos. Serve como exemplo o olhar de relance para um smartwatch, o utilizador deve conseguir absorver a informação num tempo muito reduzido e para isso terá de ter disponível uma interface desenhada para esse propósito.

Outro ponto essencial é a interatividade do utilizador com o site ou aplicação. Cada vez mais os dispositivos possuem uma maior variedade de sensores (movimento, localização, ritmo cardíaco, etc.) que devem ser aproveitados para a experiência de navegação ser mais imersiva e intuitiva. Controlo por voz ou por movimento de braços/cabeça está cada vez mais presente como meio de interação com as novas tecnologias. Isto leva a que um design mais dinâmico tenha uma grande vantagem em relação a um mais estático.

Em suma, cada vez existe uma maior variedade de dispositivos com acesso à internet, cada um com as suas especificações e formas de interação distintas. As wearables estão só agora a começar e não se prevê que a sua popularidade vá diminuir. Nos próximos anos vamos assistir ao aparecimento de cada vez mais paradigmas de interação e o desenvolvimento web terá de se adaptar rapidamente à constante evolução tecnológica.

Bruno Gouveia