Opinião.25 Mai 2011

Economia e Internet

Muito provavelmente desde a revolução industrial inglesa que o tecido empresarial de toda a parte do globo não experienciava uma revitalização tão profunda ao nível da comunicação, prestação de serviços e venda de produtos como a que hoje se pode testemunhar. A responsabilidade desse novo vigor atribui-se obviamente à internet.

A facilidade de acesso a novos mercados e clientes com reduzido esforço financeiro permitiu uma alargada expansão de empresas que durante anos e até décadas registaram um crescimento demasiado comedido. Também a localização física da empresa representa cada vez menos importância na quantidade de produtos vendidos ou serviços prestados, e o facto de estarem disponíveis 24 horas por dia aumenta a eficácia de vendas.

Segundo um estudo divulgado na passada terça-feira pela McKinsey (empresa de consultoria) deve-se à internet cerca de 3,4% do PIB de 13 das maiores economias mundiais pertencentes a países como Suécia, Estados Unidos, Japão ou Alemanha.

Apesar de toda a investigação, inovação tecnológica e investimento que se associam ao fenómeno da internet, é incrível como esta dispõe de um conjunto de ferramentas acessíveis das quais qualquer pessoa ou empresa consegue beneficiar, apelando à convergência de meios e atenuando o fosso competitivo entre grandes empresas e pequenas empresas.

Algumas dessas empresas pertencem mesmo ao mercado tradicional, o que por si só já cria uma dicotomia interessante entre tradição e inovação.
Pode-se dizer que se a internet fosse uma pessoa muito possivelmente sobressairiam nela humildade e civismo social.

Prevê-se que para o futuro a tendência será a de tentar propagar o comércio electrónico em redes sociais como o Facebook devido ao grande número de utilizadores, à credibilidade e a uma relação social mais informal para com os clientes.

Tony Oliveira