Opinião.12 Fev 2016

É o fim do Flash nos anúncios Google!

Já em 2010 falámos sobre o possível fim do Flash e questionámos "Terá a Adobe capacidade de inverter esta tendência e criar novas capacidades e necessidades para a utilização do Flash?".

Parece que a resposta chega agora e não é a melhor para a Adobe.

A Google decidiu acabar com os anúncios flash nas suas plataformas de publicidade (Adwords e DoubleClick ).
O anúncio foi feito no passado dia 09 de fevereiro, na página Google Adwords no Google+.

A Google anunciou que a sua publicidade vai passar a ser 100% HTML5 e aconselha os anunciantes que ainda utilizem o Flash nos seus anúncios a alterarem os mesmos antes das datas em que este vai deixar de ser suportado.
O objetivo é permitir que os anúncios apareçam também em dispositivos móveis (smartphones e tablets) que não suportam conteúdos em flash.

O processo será realizado em duas fases. A partir do dia 30 de junho deste ano os anunciantes não poderão fazer mais upload de anúncios em flash e posteriormente, a partir do dia 02 de janeiro de 2017, os anúncios em flash deixarão mesmo de ser exibidos. No entanto existe uma excepção, os anúncios de vídeo não serão afetados por esta medida.
Para ajudar os anunciantes nesta mudança a Google disponibiliza uma página de suporte https://support.google.com/adwords/answer/6249073.

Esta não é uma medida que surpreenda uma vez que, a 01 de setembro de 2015, as novas versões do Google Chrome começaram a bloquear a maioria dos conteúdos em flash (anúncios, animações,...), garantindo que conteúdos relevantes não seriam bloqueados. O objetivo era melhorar a eficiência energética do navegador.

O Flash é uma tecnologia com falhas de segurança graves, vulnerável a ataques e lenta.
Nos últimos anos a internet no geral tem abandonado esta tecnologia. O Youtube em 2015 adoptou o HTML5 como padrão na reprodução de vídeos, pouco tempo mais tarde a Mozilla introduziu no Firefox uma nova tecnologia (Shumway) para reproduzir conteúdos em flash dispensando o plugin da Adobe e a Apple foi a gigante tecnológica com a posição mais radical relativamente ao Flash decidindo não suportar o mesmo desde o início.

A própria Adobe percebeu que não há muito a fazer a não ser adaptar-se aos novos tempos e evoluir para o uso de HTML5, WebGL... e decidiu renomear o próprio Flash Professional para Adobe Animate CC.

Vera Libânio