Opinião.16 Mai 2011

Design para touchscreens

O trabalho de um designer é produzir a melhor experiência possível. Para isso acontecer, a concepção e desenvolvimento de um website e/ou aplicação deve ter em conta o contexto e ambiente no qual os utilizadores vão interagir.

Quando falamos de dispositivos touchscreen pensamos logo em factores como interactividade, flexibilidade e usabilidade.
O design de interfaces para touchscreens é algo novo e complicado, principalmente quando desenvolvemos para um público habituado a um cursor e um rato. A forma como os utilizadores interagem com estes dispositivos é completamente diferente. Existe uma ligação directa aos objectos, rapidez de navegação e continuidade de movimentos.

Por essas razões é que desenhar um website ou aplicação representa novos desafios e algumas limitações.
Por exemplo, o estado hover deixa de ser suportado. Isto é, o designer deixa de poder contar com esse estado para identificar um link ao utilizador. Alguns menus deixam de ser viáveis, como é o caso dos menus drop-down.
A solução passa por utilizar menus escondidos que aparecem após um toque longo ou que deslizem quando o utilizador puxa manualmente, como se fosse uma gaveta.

Outra questão é a fraca precisão. Quando se projecta para touchscreens convém ter em conta o tamanho dos objectos. É frustrante quando tentamos aceder a uma área e não conseguimos porque o botão é demasiado pequeno ou está muito perto do limite do visor.

Os websites e aplicações devem ser mais flexíveis. São vários os tamanhos de visualização que nos são apresentados hoje em dia, tanto em modo landscape como portrait. A prática consiste em utilizar grelhas e sistemas modulares que se "moldem" ao dispositivo que o utilizador está a usar. Alguns touchscreen têm inclusivamente um sistema de detecção de rotação que aplica um novo estilo de página, dependendo da rotação do ecrã.

Quais são as mudanças que podemos esperar para o futuro?
Os touchscreens já não são só para os smartphones. Introduziram-se outros dispositivos como os tablets e já há alguns desktops que permitem este tipo de funcionalidade.
Com um maior número de touchscreens no mercado a forma de desenvolver websites e aplicações irá alterar-se de modo a acompanhar as mudanças tecnológicas e consequentemente os comportamentos dos utilizadores.

Catarina Acúrcio