Opinião. 4 Out 2012

Aponta, Pesquisa e Encontra

Depois de quase uma década a "Googlar" habituámo-nos a encontrar de forma natural e instantânea toda a informação que precisamos. Colocamos no Google a palavra ou expressão de texto que queremos pesquisar e este devolve-nos páginas e páginas de resultados. Mas com o avanço tecnológico até essa realidade parece obsoleta.

Com o surgimento dos acessos wireless e o vertiginoso desenvolvimento dos dispositivos móveis, deixou de ser necessário estar sentado numa secretária em frente a um computador para aceder à internet. Esta mudança no modo como acedemos à informação modificou também a maneira como pesquisamos.

Tornou-se possível procurar informação sobre aquilo que vemos ou ouvimos (a aplicação Shazam é um bom exemplo disso), mesmo sem sabermos como se chama ou como podemos descrevê-lo por palavras.

Os utilizadores de smartphones podem agora consultar informação sobre alguns objetos que encontram no dia-a-dia, no mundo real, apontando simplesmente os dispositivos para esses objetos. O mais usual atualmente ainda é essa informação estar acessível pela interpretação de códigos (QR por exemplo), mas em breve será possível identificar objetos, ou até mesmo pessoas, analisando os rostos e fazendo o reconhecimento facial.

Este tipo de pesquisa e recolha de informação vai também alterar no futuro o processo de compra, pois será fácil customizar promoções para cada utilizador, em função do local e hora onde este faz o scan e até mesmo efetuar o pagamento sem ter de utilizar cartões de débito ou crédito.

Estima-se que em breve estas funcionalidades estarão embebidas nos próprios equipamentos, deixando assim de ser necessária a instalação de aplicações dedicadas. Espera-se ainda que os equipamentos consigam lidar com algumas condições menos favoráveis tais como, iluminação deficiente, ruído de fundo ou ângulos de captação menos convencionais.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Jorge Mendes