Opinião. 7 Jul 2012

A guerra dos Tablets

Nos últimos anos têm entrado no nosso vocabulário estrangeirismos aos quais já estamos tão habituados que os tomamos como palavras nossas e cujos objetos (físicos ou não) que representam são como se existissem desde sempre nas nossas vidas.

Depois dos ipods e dos smartphones chegaram os tablets. Cresceram, inovaram, revolucionaram o mercado e agora abriu-se uma nova era. Já existe o ipad, os tablets baseados no sistema operativo android e agora foi anunciado - em boa verdade já não era sem tempo - por parte da Microsoft o Surface, que, esperemos, traga mais um pouco de evolução a este nicho. Pelo menos é o que se espera. Mas porquê? O que muda?

Bem, de acordo com a Microsoft, o tablet virá com o Windows 8, o mesmo que usamos nos portáteis e nos computadores de secretária (pelo menos a versão mais avançada do tablet). Isto é uma inovação em relação aos sistemas operativos que se usam atualmente nestes dispositivos, sobretudo pelas limitações de software que se consegue executar (E sim, há cada vez mais oferta e alguma bem poderosa, mas longe do poder que temos nos comuns PC's). Se o que a Microsoft diz for verdade, então será possível fazer TUDO o que fazemos atualmente em casa ou no escritório, em qualquer lugar, sem perda de eficiência, pelo menos de uma grande perda. Imagino que o hardware, pelo menos, seja bem mais limitado, o que, como se adivinha, limitará os programas a executar.

Pondo as limitações de parte, o que assistimos foi ao lançamento da primeira pedra para que os tablets evoluam de um bom brinquedo para uma verdadeira ferramenta de trabalho. Que deixem de ser a "coisinha" bonita onde se joga ou se escreve um email e se vê um filme, tudo coisas boas sem dúvida, mas que seja também uma ferramenta de trabalho onde posso desenvolver software, executar programas que exijam um pouco mais da máquina, como por exemplo o Photoshop, no fundo ser proativo e não passivo.

Enquanto a guerra continua e o Surface amadurece para se tornar um bom tablet, ou um fiasco, aguardemos o capítulo em que a Google e a Apple lançam o contra-ataque.
Bem-haja ao mercado concorrencial.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Ricardo Lage